Bem, depois de muito pensar sobre isto, aqui estou eu a seguir o conselho de uma amiga. Disseram me que seria bom para mim começar a escrever um blog e como não tenho nada a perder vou pelo menos tentar.
Hoje (tal como todos os outros dias), pensei demasiado nisto... No que se anda a passar comigo. Mas hoje foi ligeiramente diferente. Depois de uma conversa sobre coisas do passado, fiquei imenso tempo a pensar numa coisa que até agora me esta a intrigar... Porque é que não resultou com mais ninguém? Não tou a dizer que tinha obrigatoriamente de resultar mas sei la, com isto parece que penso mais nas coisas, o que até é normal... Eu sei que há milhões de relações que não resultam, milhões de pessoas que ainda não encontraram a sua "cara metade" mesmo depois de milhares de tentativas. Sei que as coisas nem sempre resultam por muito haja amor. Mas sei lá... será que nunca resultou por eu ser diferente? Será que nunca resultou porque estava tão focada na ideia da 'normalidade', que é uma rapariga gostar de um rapaz e não ter espaço para pensar em nada além disso e por isso nunca ter aquela capacidade de lutar por uma determinada pessoa? Porque a verdade é essa... Eu nunca lutei por ninguém... Eu dizia que gostava e gostava, mas quando finalmente tinha o que queria cansava-me. Será que isso aconteceu porque nunca foi o que eu realmente quis e eu nunca consegui ver isso? Será que não resultou por eu não me conhecer realmente? Por eu pensar que sabia os meus limites e na verdade estava longe de saber quais eram realmente? Será que não resultou para eu agora, perceber que o que eu mais quero é tudo aquilo que eu nunca pensei querer? Porque a verdade é essa, não há nada que eu queira mais do que ela. Quero isto mais que tudo, quero de uma forma que nunca imaginei que fosse possível.
Ainda hoje, la estava ela... tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante.
Estava tão linda! Com aquele sorriso que é o mais perfeito que eu já vi, que é capaz de iluminar qualquer sitio por onde passe. E eu senti-me bem, porque do pouco que hoje falamos, ela fez-me sorrir com um simples olhar, com um simples trocar de palavras estúpidas mas que fizeram todo o sentido porque vinham dela. E quando foi hora de ir embora, eu só sei que perdi os sentidos, só sei que tudo o que existia à minha volta parou e só existiu ela, naquele curto espaço de tempo desde o balneário à porta do pavilhão, o meu olhar esteve só focado nela. Secalhar estava à espera que ela olhasse ou secalhar estava apenas a ve la ir, a ver o meu sonho cada vez mais longe, cada vez menos alcançavel.
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